Um estudo do Instituto Trata Brasil, com apoio da GO Associados, mostra que o Brasil enfrenta sérias dificuldades na gestão de águas pluviais urbanas, com infraestrutura inadequada para lidar com chuvas intensas. Entre 1991 e 2023, foram registrados quase 26 mil desastres hidrológicos, resultando em mais de 3.400 mortes e prejuízos superiores a R$ 151 bilhões. A tragédia no Rio Grande do Sul, em 2024, que deixou 183 mortos e 600 mil desalojados, evidencia a gravidade do problema.
A pesquisa aponta que a drenagem urbana historicamente foi tratada de forma secundária, sendo reconhecida como parte do saneamento básico apenas em 2007. Soluções sustentáveis, como jardins de chuva e pavimentos permeáveis, começam a ser adotadas, mas a falta de integração entre planejamento urbano e manejo das águas persiste. A recente Norma de Referência nº 12/2025 da ANA tenta corrigir falhas regulatórias e estimula a gestão integrada com os serviços de água e esgoto.
Apesar dos avanços legais, desafios como a ausência de planos diretores, escassez de financiamento e falta de técnicos especializados ainda comprometem a eficiência do sistema. O estudo conclui que, sem reformas estruturais e maior coordenação entre os entes públicos, o país continuará vulnerável aos impactos das mudanças climáticas e aos prejuízos causados por inundações urbanas.
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